sexta-feira, 18 de agosto de 2023

MCBRIEN. R. P. - Os papas - os pontífices: de são Pedro a João Paulo II (João II; Agapito I; Silvério; Vigílio; Pelágio I; João III; Bento I; Pelágio II; Gregório I "Magno" ; Sabiniano; Bonifácio III; Bonifácio IV; Deodato; Bonifácio V; Honório I)

 João II; 2 de janeiro de 533 - 5 de maio de 535. 

Foi o primeiro papa a adotar um nome diferente ao ser eleito, mas só porque seu nome original era do deus pagão Mercúrio. João II foi uma escolha de concessão mútua, pois tinha boas relações com o rei ostrogodo da Itália, Atalarico, e com o imperador oriental, Justiniano I. Aprovou um decreto dogmático do imperador afirmando que "um da Trindade sofreu na carne". Tal afirmação rebatia as heresias do monofisismo, nestorianismo. O imperador Justiniano I reconheceu a Santa Sé como a cabeça de todas as Igrejas. João II morreu em 8 de maio de 535 e foi enterrado no pórtico da Basílica de São Pedro. 

Agapito I; 13 de maio de 535 - 22 de abril de 536. 

Filho de um sacerdote assassinado por partidários do antipapa Lourenço em 502, Agapito I opunha-se com firmeza à prática pela qual um papa designava seu sucessor e, por isso, começou seu pontificado fazendo com que fosse queimada em público a condenação do antipapa Dióscoro de Alexandria pelo papa Bonifácio II. Proibiu os arianos de exercer o ministério sacerdotal. Ao fazer uma viagem a Constantinopla, Agapito I persuadiu o imperador a demitir o patriarca de Constantinopla, pois o mesmo era monofisista. O papa morreu em Constantinopla em 22 de abril de 536, e seu corpo foi levado a Roma em um caixão de chumbo e sepultado no pórtico da Basílica de São Pedro. 

Silvério; 2 de dezembro de 536- 11 de novembro de 537

Filho do Papa Hormisfas, Silvério foi o primeiro subdiácono eleito e um dos únicos papas a renunciar o pontificado: Ponciano em 235, Celestino V em 1294, Gregório XII em 1415 e, provavelmente, João XVIII em 1009. Abalada com a deposição do patriarca monofisista Antimo de Constantinopla pelo papa anterior, a imperatriz monofisista Teodora instou com o papa Silvério para que renunciasse em favor do diácono romano Vigílio, núncio apostólico para Constantinopla, com quem ela fizera o pacto de reintegrar Antimo em Constantinopla. Mas Silvério recusou. Foi chamado ao quartel do imperador Belisário, acusado de conspirar com os godos que então assediavam a cidade. Então foi despojado do seu pálio de papa, deportado para Lícia, e rebaixado à posição de monge. Foi levado à Palmaria, ilha do golfo de Gaeta, onde renunciou ao papado e sofreu maus tratos. Pouco tempo depois faleceu e seu corpo foi enterrado nesta mesma localidade. 

Vigílio; 29 de março - 7 de junho de 555

Foi um dos papas mais corruptos da história da Igreja, Núncio apostólico para Constantinopla, fez um pacto secreto com a imperatriz monofisista Teodora, para reintegrar o patriarca monofisista Antimo à sé de Constantinopla e repudiar o Concílio de Calcedônia (451). Foi Vigílio que mandou o papa ser raptado e deportado para a ilha de Palmaria. Causou bastantes tumultos na Igreja. Faleceu em Siracusa, mas seu corpo não foi levado para a Basílica de São Pedro, devido à sua impopularidade. 

Pelágio I; 16 de abril de 556 - 4 de março de 561. 

Pelágio não foi bem aceito pelo clero romano, visto que fora indicado pelo imperador Justiniano. Houve rumores que ele estava envolvido na morte do papa Vigílio. Afirmou solenemente a lealdade aos quatro primeiros concílios gerais da Igreja e jurou sobre a cruz e os Evangelhos que não fizera nenhum mal a Vigílio. Dedicou-se a aliviar as guerras na Itália, ao alívio da pobreza, da fome e ao resgate de prisioneiros de guerra. Reorganizou a parte administrativa e os bens patrimoniais da Igreja e combateu a corrupção clerical. Morreu idoso e seu corpo foi sepultado na Basílica de São Pedro. 

João III; 17 de julho de 561 - 13 de julho de 574. 

Foi o segundo papa a mudar de nome. Seu pontificado foi marcado por conflitos de dioceses com Roma e guerras políticas. Os lombardos partiram para o sul, João III fugiu para Nápoles. Mas depois que retornou a Roma, sua impopularidade estava instaurada. Morreu e foi sepultado no pórtico da Basílica de São Pedro. 

Bento I; 2 de junho de 575 - 30 de julho de 579. 

 Durante o seu pontificado, os lombardos continuaram a avançar para o sul e acabaram por assediar a própria Roma no verão de 579. Os apelos por ajuda ao imperador de nada adiantaram. Ele enviou pouquíssimas tropas. Enquanto o cerco se intensificava e a fome se espalhava, Bento morreu. Foi sepultado na sacristia da Basílica de São Pedro. 

Pelágio II; agosto de 579 - 7 de fevereiro de 590. 

Era de origem germânica. Durante o seu pontificado os visigodos converteram-se ao cristianismo na Espanha e surgiu mais uma controvérsia com Constantinopla sobre o uso pelo patriarca do título "patriarca ecumênico". Reconstruiu a Igreja de San Lorenzo. Foi vítima da peste trazida pelas enchentes no rio Tibre. Pelágio foi sepultado no pórtico da Basílica de São Pedro. 

Gregório I "Magno"   - 3 de setembro de 590 a 12 de março de 604. 

Segundo papa em toda a história a ser chamado de "Magno". Foi o primeiro monge a se tornar papa, foi um dos escritores mais influentes do papado. Sua regra pastoral, que definiu o ministério episcopal como de pastoreio de almas, serviu de manual para os bispos medievais. Preocupou-se em organizar a Igreja, distribuir comida para os famintos, focando no alívio aos necessitados. Trabalhou com muita diplomacia para dialogar com o imperador da época. Sua formação monástica contribuiu para a liturgia da Igreja. A inclusão do Pai-nosso, outras orações eucarísticas e prefácios lhes são atribuídas. Foi um exímio sintetizador de Agostinho de Hipona. Entrou para o grupo dos doutores da Igreja. Faleceu em 12 de março de 604. Seu corpo foi sepultado na Basílica de São Pedro, com o epitáfio: "cônsul de Deus". Comemoração: 3 de setembro. 

Sabiniano; 19 d outubro de 615 - 8 de novembro de 618. 

Foi um dos papas mais impopulares da história. Sabiniano inverteu a política de favorecer os monges e, em vez deles, promoveu o clero diocesano ou secular. Mas ele mudou também outra política gregoriana. Por causa do prolongamento das hostilidades com os lombardos e a volta da fome, Sabiniano manteve controle firme dos suprimentos de comida e vendeu-os ao povo em vez de doá0los como fez Gregório. Acusado de exploração, foi tão desprezado na morte como em vida. Foi sepultado secretamente na basílica de Latrão.  

Bonifácio III 19 de fevereiro - 12 de novembro de 607. 

Tinha um bom relacionamento com Gregório. No seu pontificado o imperador Focas desclarou que a Sé de Pedro era a cabeça de todas as igrejas, dando assim, um fim temporário ao uso pelo patriarca de Constantinopla. Seu corpo foi sepultado na Basílica de São Pedro. 

Bonifácio IV 25 de agosto de 608 - 8 de maio de 615. 

Converteu sua casa num mosteiro e, como Gregório, protegeu os monges e promoveu o monaquismo. Transformou o Panteão romano numa igreja dedicada à Santíssima Virgem Maria. Seu pontificado foi cons tantemente perturbado por fome, pestes e desastres naturais. Ele se dedicou, como Gregório, principalmente aos pobres. Seu corpo foi sepultado na Basílica de São Pedro. Comemoração: 25 de maio.  

Deodato, 19 de outubro de 615 - 8 de novembro de 618. 

Foi o primeiro sacerdote eleito papa desde João II em 533. Preferiu promover o clero diocesano em detrimento dos religiosos. Ordenou 14 sacerdotes. Roma sofreu um terremoto e uma peste, durante o seu pontificado. Deixou para os sacerdotes um ano de salário. Foi sepultado na Basílica de São Pedro. Comemoração: 8 de novembro. 

Bonifácio V

Sua eleição se opunha à facção de Gregório. Criou asilos nas igrejas. distribuiu aos pobres toda sua fortuna pessoal e ficou conhecido por sua compaixão e generosidade. E, da mesma forma que o antecessor, fez legados generosos a seu clero. No seu epitáfio há a descrição "generoso, sábio, puro, sincero e justo". 

 Honório I, 27 de outubro de 625 - 12 de outubro de 638. 

Honório foi um dos poucos papas condenados por um concílio ecumênico. Mas em concílios posteriores, a Igreja percebeu que ele não foi herege, mas imprudente na manifestação da doutrina. Transformou sua residência papal num mosteiro. No mais, dedicou-se à estruturação dos aquedutos em Roma, pôs fim ao cisma da igreja na Itália, restaurou a basílica de são Pedro, manteve o suprimento de grãos e fez a manutenção e melhoria das igrejas de Roma. Foi sepultado na Basílica de São Pedro com o epitáfio: "líder do povo simples"

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