https://www.youtube.com/watch?v=4iKkaqZSm3Y
Este pequeno vídeo com esta música neste filme e neste exato contexto eu fico pensando na missionariedade do cristianismo, especificamente no contexto católico. A missão sempre vai existir, nunca acabará, a não ser com a vinda gloriosa do Senhor Jesus Cristo. E mesmo assim ninguém tem competência para afirmar a data. Até lá, os cristãos precisam arregaçar as mangas e trabalhar pelo Reino de Deus, para que Este venha e se concretize na humanidade. A concretização do império de Cristo se dá pela evangelização integral, ou seja, quando o Evangelho se encarna totalmente na humanidade de forma espiritual, humana e social. O cristianismo mostrou desde os primórdios que não é o Evangelho que acolhe a cultura, mas a cultura que acolhe o Evangelho, e este terá a missão de utilizá-la para a Encarnação da Palavra na vida das pessoas, mostrando suas sementes divinas e purificá-las de situações que degradam o próximo e o meio ambiente. A Missão do Cristianismo é sempre profética, pois o Evangelho incomoda de várias formas, principalmente quando propõe uma conversão na mentalidade d@s serv@s e líderes cristãos. Muitos formatos de gestão, ou seja, de liderança pastoral, estão totalmente desatualizados em relação às realidades contemporâneas. Disputas por poder, dinheiro, fama e valores passageiros foram as causas de divisão dos cristãos e ainda o são hoje. A prova é o crescente número de diversas denominações cristãs que surgem. Muitas vezes os cristãos católicos criticam tais igrejas, mas não procuram fazer uma auto-crítica acerca do seu modo de agir. Fala-se bastante em projetos pastorais, planos quinquenais de evangelização. Entretanto não há uma preocupação fundamental a ser priorizada e que deveria ser colocada em primeira pauta nas reuniões: o cuidado com a pessoa humana. E acontece o que é pior: quando aparece uma crítica construtiva, esta é deixada de lado porque é vista como divisora, não leva a unidade e quer dispersar o rebanho...e o rebanho todo doente e alienado. Uma lástima. Quando ocorre uma tentativa de esclarecimento logo é ofuscada pelo medo que o conhecimento faz. O conhecimento leva à Verdade e a Verdade liberta. Muitas almas são aprisionadas de várias formas porque falta um esclarecimento evangélico para formá-las. Atualmente muitos grupos cristãos estão assim: ignorantes da formação e consequentemente ignorantes da fé, tendo como foco de satisfação o grande número de pessoas em seus eventos de massa, mas não prestam atenção naqueles pequenos números que sedimentam a constância da ação do Reino de Deus. Só dão importância aos que dão dinheiro, esquecendo-se de que a manutenção de uma comunidade-igreja se dá unica e exclusivamente pela Eucaristia. Daí vira um Reino de Comércio, Reino de Dinheiro, Reino de Poder, Reino de Vaidade, Reino de Prepotência, Reino de Panelinhas/Sectarismo. Ainda existe esperança, embora haja um descuido espiritual e falta de promoção de líderes. Os grupos coatings estão ganhando dinheiro formando líderes com os valores cristãos enquanto que os próprios cristãos não acolhem, nem cuidam, por isso não transformam verdadeiramente e o Reino de Deus não se concretiza. Quando os cristãos se preocupam em deter cargos ou o próximo os ameaça por ser mais capacitado, então está havendo medo, egoísmo, inveja, e não há propagação do cristianismo. Mesmo se os seres humanos quiserem calar as obras, o Espírito Santo jamais se adapta a qualquer barreira burocrática. Nós cristãos, especificamente nós católicos. Deixemos que nos esqueçam, não façamos conta de estar presentes aonde não nos querem. Queiramos o que Deus quer de nós, principalmente onde Jesus Cristo quer nos enviar através do sopro do Espírito. O Reino de Deus, embora aconteça na vida comunitária, não se prende a estrutura humana. Qualquer pessoa pode praticar um esporte ou elaborar uma arte (seja discurso, música, dança, teatro) ou mesmo ser um gestor. Mas um cristão de verdade é visto por ter um coração inflamado de amor pelo outro e dar a vida por este até as últimas consequências. O amor aos mais necessitados, mais excluídos é o que chama mais atenção a um cristão de verdade. Este amor é impulsionado por uma intimidade profunda com Jesus na Palavra e na Eucaristia. Se existe um zelo maior pelo que é esportivo e artístico e esquecem o sagrado então estes valores investidos produzirão frutos invertidos. Chega de tanta vaidade escondida em símbolos, por isto que os cristãos separados criticam os católicos por tanto simbolismo esvaziado pela falta de testemunho.Chega de tanto fundamentalismo e picuinhas litúrgicas. Isto não é tradução do amor por Jesus. Se as palmas são dadas para quem estimamos e gostamos, o que dirá para um Deus que é cheio de amor por nós. Ele merece todas as nossas expressões benéficas, alegres, ao invés de caras feias para os outros, indiferença para com os semelhantes, em especial aos do mesmo grupo eclesial, paróquia e movimento. Que coisa horrível é ver um bando de cristãos fofoqueiros dos próprios irmãos de Batismo...do mesmo Altar...ungidos pelo mesmo Óleo...confessando os mesmos pecados...o mundo pergunta: onde está a unidade dos cristãos? Onde está a unidade? O Amor?O Reino de Deus não é panelinha misturada com pipoca e refrigerante. A carta de São João Paulo II aos jovens foi mal interpretada. A prova disto é que vê-se mais jovens ao redor de uma pizza do que levando alimento para os que passam fome. As latas de coca-cola e os saquinhos de plástico de hot-dog são jogados no chão. As comemorações festivas estão repletas de pura vaidade do que sentido divino. Os serviços a Deus, no presbitério, na Liturgia, nas Pastorais estão cada vez mais desanimadores. As fórmulas orantes são mais importantes do que as espontaneidades espirituais. É muito fácil cantar músicas de intimidade com Deus e esquecer, esnobar o próximo. Por isto que falam de grupos cristãos intimistas...e com razão...só participam de ajuda humanitária quando há mutirão, se os outros forem então irá...misericórdia... Está tudo errado. E o pior: não é permitido quem queira fazer o certo. O desejo é que, assim como Maria inspirou os cristãos no seu Sim a Deus, também possa inspirar ainda mais nos dias de hoje, não em cordões ou correntes, até porque ela nem usou, mas numa vivência austera, autêntica do Evangelho de Jesus Cristo. Nossa Senhora quer que os cristãos façam a Vontade de Deus, somente isto. Quem quer ser estrela, faça como Maria, deixe Jesus Brilhar na sua vida até transparecer em si, e não deixar prevalecer os músculos envaidecidos acompanhados de crucifixo. A leitura orante da Bíblia precisa ser o abastecimento diário de cada seguidor de Jesus. A recitação do Rosário não deve ser cobrada a ninguém, mas contagiada, de modo singelo como a Mãe de Deus é. Vale a pena lutar por Deus, seguir Jesus até o fim, fazer votos a Ele pela humanidade. Entretanto só dá certo se for ao modo Totus Tuus, sendo de brincadeira, meio termo, descasos então não dá certo. Está na hora de parar de brincar com os outros para atraí-los ao seu ideal religioso, como se fosse mais um cubo de tempero dentro de um caldeirão de sopa.

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