domingo, 4 de junho de 2023

5º Evaristo; 6º Alexandre I; 7º Sisto I; 8º Telésforo; 9º Higino, 10º Pio I - Livro: "Os Papas: Os pontífices de Pedro a João Paulo II"

Evaristo, grego, c. 100-109 (97-105 na lista oficial do Vaticano)

       A tradição católica considera Evaristo o quarto sucessor de Pedro. Entretanto, as primeiras listas de sucessão diferem quanto à duração de seu pontificado e até sobre sua posição exata na lista. O historiador Eusébio de Cesaréia (c.339), por exemplo, mencionou que Evaristo serviu durante oito ou nove anos, enquanto o catálogo Liberiano do século IV calculou seu tempo em pouco menos de quatorze anos. O fato de estar nas primeiras listas de sucessão indica que ele desempenhou proeminente papel de liderança na Igreja romana, embora não como seu único bispo ou administrador, pois a estrutura monoepiscopal só chegou em Roma no século II, no pontificado de S. Pio I. Comemoração: 26 de Outubro. 


Alexandre I. - 109-116 (105-115 na lista oficial do Vaticano)

Considerado o quinto sucessor de Pedro.Liber Pontificalis, coletânea de biografias papais que começou a ser compilada no século VI, atribui a Alexandre a inserção da narrativa da instituição eucarística da Última Ceia no cânon da missa e também lhe dá o crédito de iniciar o costume de benzer as casas com sal e água benta. Esta mesma coletânea repete uma tradição romana de que Alexandre foi decapitado na via Nomentana, estrada que saía de Roma, mas é evidente que a tradição confundiu com um mártir do mesmo nome, cujo túmulo foi descoberto junto a essa estrada que saía de Roma, mas é evidente que a tradição o confundiu com um mártir do mesmo nome, cujo túmulo foi descoberto junto a essa estrada em 1855. 

Sisto I. - c. 116-125 (115-125 na lista oficial do Vaticano)

Sexto sucessor de Pedro, daí o nome latino Sixtus, embora seja mais corretamente conhecido como Xisto. O  Liber Pontificalis menciona que ele era filho de um sacerdote e, sem bases históricas, atribui-lhe um decreto de que os receptáculos sagrados só deviam ser tocados pelos sacerdotes e outro de que o povo devia entoar o Sanctus com o sacerdote. Comemoração: 3 ou 6 de abril. 

Telésforo, grego, 125-136 (125-136 na lista oficial do Vaticano)

Foi o sétimo sucessor de Pedro. Telésforo é o único papa do século II cujo martírio é historicamente comprovável. Embora as datas exatas de seu pontificado sejam incertas, as fontes primitivas concordam que durou onze anos.  Liber Pontificalis atribui-lhe erroneamente a inauguração de um jejum de sete semanas antes da Páscoa e o uso do Glória na missa do galo, mas essas práticas só começaram bem mais tarde. Telésforo observou a Páscoa no domingo, independentemente se caísse num dia da semana, conforme a Páscoa judaica. Comemoração: 05 de janeiro. 

Higino, grego, c. 138-142 (136-140 na lista oficial do Vaticano )

Foi o oitavo sucessor de Pedro.  Liber Pontificalis afirma que Higino era grego de Atenas e filósofo, contemporâneo de Justino Mártir. Irineu relata que, durante o pontificado de Higino, os mestres gnósticos Valentino e Cerdo vieram respectivamente do Egito e da Síria para Roma, sinal de que Roma estava se tornando importante centro cristão. Marcião, considerado pelos historiadores da Igreja um dos heresiarcas mais temíveis que a Igreja já enfrentou, por volta de 140 também veio a Roma, onde sofreu a influência de Cerdo. Higino foi considerado mártir, mas não há provas históricas que fundamentem essa crença. Comemoração: 11 de janeiro.

Pio I. c. 142-155 (140-155 na lista oficial do Vaticano)

Foi o primeiro dos papas relacionados a governar como bispo de Roma único ou exclusivo, sendo o nono sucessor de Pedro. Antes de seu pontificado, parece que a Igreja romana era governada por um conselho ou grupo de presbíteros ou bispos-presbíteros. Os que a tradição católica considera papas antes do pontificado de Pio I talvez fossem apenas os membros mais proeminentes desses grupos governantes. Quase nada se conhece do ponfiticado de Pio I, exceto que os gnósticos Valentino, Cerdo e Marcião empenharam-se para promover suas idéias na cidade, de modo específico a que afirmava ter sido o Antigo Testamento suplantado por completo pelo Novo Testamento, de modo que o cristianismo não é, de maneira nenhuma, a consumação do judaísmo, mas seu substituto. Acredita-se que Pio residiu um sínodo de presbíteros que excomungou Marcião em julho de 144. Comemoração: 11 de julho. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário