sexta-feira, 9 de junho de 2023

MCBRIEN, Richard P. - Os papas: de são Pedro a João Paulo II (Zózimo; Bonifácio I; Celestino I; Sisto III; Leão I "Magno")

 Zósimo, grego, 18 de março de 417 - 26 de dezembro de 418. 

Foi um papa de temperamento impulsivo, politicamente ineficiente e culturalmente despreparado para a função. Dentre suas atitudes, revogou a condenação de Pelágio por Inocêncio I e readmitiu-o e a seu colega Celéstio à comunhão com a Igreja. Todavia, mais tarde, sob pressão dos bispos africanos, voltou atrás. Interferiu na excomunhão de um sacerdote africano sem bases sólidas para tal feito. Dois sacerdotes tentaram voltar a corte imperial de Ravena contra ele. Ao se preparar para excomungá-los, ele caiu de febre e, em pouco tempo depois faleceu. 

Bonifácio I - 28 de dezembro de 418 - 4 de setembro de 422 (28 ou 29 de dezembro de 418, na lista oficial do Vaticano). 

Ferrenho adversário do pelagianismo e vigoroso defensor da autoridade papal, Bonifácio I é o autor do axioma: "Não é lícito reconsiderar o que já foi decidido pela Sé Apostólica". Em sua forma latina mais popular, ele reza: Roma locuta est; causa finita est ("Roma falou; caso encerrado").  Havia uma disputa entre ele e o bispo Eulálio, portanto Bonifácio ficou na Basílica de São Pedro e Eulálio na Basília de Latrão. Mas Eulálio desobedeceu o imperador e provocou um tumulto civil em Roma, deixando o chefe de Estado enfurecido e legitimando Bonifácio como o bispo de Roma. 

Celestino I - 10 de setembro de 422 - 27 de julho de 432. 

Entre os fatos que ocorreram durante o pontificado de Celestino destaca-se o terceiro concílio ecumênico da Igreja, reunido em Éfeso, em 431. Significativo é que tenha sido o imperador Teodósio II, não o papa, quem convocou o concílio, ao qual o papa não compareceu e enviou três legados para representar os interesses da Igreja romana. as atas do concílio não foram submetidas ao papa para sua aprovação, mas, em cartas subsequentes, ele externou sua satisfação com o que o concílio realizara. Quase no fim de seu pontificado, Celestino intrometeu-se no debate entre Nestório de Constantinopla e Cirilo de Alexandria, a respeito do relacionamento entre a divindade e a humanidade de Jesus Cristo. Nestório afirmava que havia duas pessoas distintas em Jesus Cristo e que Maria era mãe da pessoa humana, Jesus de Nazaré, e não da Pessoa divina, o Filho de Deus. Cirilo, ao contrário, defendia que há uma unidade pessoal básica em Cristo, de modo que Maria pode ser chamada Mãe de Deus. Comemoração: 6 abril. 

Sisto III - 31 de julho de 432 - 19 de agosto de 440. 

Também conhecido como Xisto e ele próprio filho de um sacerdote, Sisto III agiu como mediador depois do Concílio de Éfeso e, ajudado por fundos da família imperial, dirigiu importante programa de reconstrução em Roma depois da invasão dos visigodos sob Alarico em 410. Fiel a seu ministério petrino de manter a unidade da Igreja, curando as feridas da separação e construindo pontes entre grupos separados, Sisto estendeu a mão a João de Antioquia, que o Concílio ecumênico de Éfeso havia deposto e excomungado. Sisto só pediu a João que aceitasse o concílio de Éfeso e repudiasse Nestório. Sisto reconstruiu o batistério de Latrão na forma octógona atual e reedificou por completo a Basílica Liberiana de Santa Maria Maggiore. O papa também persuadiu o imperador Valentiniano a contribuir com ornamentos de outro e prata para substituir os que os visigodos haviam saqueado das basílicas de São Pedro, São Paulo Fora-dos-muros e Latrão. Também fundou o primeiro mosteiro de Roma, o de São Sebastião, na via Ápia. Comemoração: 28 de março. 

Leão I "Magno" - 29 de setembro de 440 - 10 de novembro de 461. 

Eleito papa enquanto ainda era apenas diácono e estava fora de Roma em missão diplomática na Gália em nome da corte imperial, Leão é um dos únicos dois papas em toda a história da Igreja a ser chamado "Magno. Foi enérgico defensor da autoridade pontifícia e dos ensinamentos do Concílio de Calcedônia sobre a humanidade e a divindade de Jesus Cristo. As reivindicações de Leão pela autoridade suprema e universal do papa sobre a Igreja foram, de fato, enunciadas de modo tão eficaz, que seu pontificado constitui um momento decisivo na história do papado. Ele foi o primeiro papa a proclamar-se herdeiro de Pedro, o que, de acordo com a lei romana, significava que todos os direitos de deveres associados a Pedro perpetuavam-se em Leão. Ele foi o primeiro papa a proclamar-se herdeiro de Pedro, o que, de acordo com a lei romana, significava que todos os direitos e deveres associados a Pedro perpetuavam-se em Leão.  Comemoração: 10 de novembro

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