segunda-feira, 5 de junho de 2023

MCBRIEN, Richard P. - Os papas: de são Pedro a João Paulo II (Antero; Fabiano; Cornélio; Lúcio I; Estêvão I; Sisto II; Dinis)

 Antero - grego, 21 de novembro de 235 - 3 de janeiro de 2236. 

Seu pontificado durou menos de dois meses. 

 Fabiano - 10 de janeiro de 236 - 20 de janeiro de 250. 

Foi um dos papas mais respeitados e bem-dotados dos primeiros séculos cristãos. Com rara habilidade administrativa, Fabiano reorganizou o clero local, dividindo a crescente Igreja romana em sete distritos eclesiásticos, com um diácono, ajudado por um subdiácono e seis assistentes subalternos, encarregado de cada distritos. Também supervisionou numerosos projetos de construção nos cemitérios e providenciou para que os corpos do papa Ponciano e do antipapa Hipólito fossem trazidos de volta do exílio de Sardenha e enterrados decentemente em Roma. Comemoração: 20 de janeiro.

 Cornélio - março de 251 - junho de 253. 

Teve um pontificado marcado por conflitos de combate com as heresias da época. Sua eleição foi apoiada por outro bispo influente na Igreja chamado Cipriano. A eleição de Cornélio como sucessor de Fabiano levou mais de um ano. O clero romano adiou a eleição em vista da violenta perseguição sob o imperador Décio e porque diversos membros do clero, inclusive um importante candidato a papa, estavam na prisão. Apesar do apoio de Cipriano ao papa, surgiu certa animosidade entre esses dois importantes bispos da Igreja primitiva. Quando Cornélio procurou apoio para ser eleito papa contra a objeção de Novaciano, Cipriano levou tempo antes de finalmente dar esse apoio. 

Lúcio I - 25 de junho de 253 - 5 de março de 254. 

Foi banido de Roma pelo imperador Galo. Com a morte deste governante, veio em ascensão Valeriano, aparentemente favorável aos cristãos. Portanto Lúcio conseguiu voltar a Roma com outros cristãos exilados. Por ter sofrido pela fé no exílio, Lúcio é considerado confessor. Entretanto, não há provas de que tenha sido martirizado. Comemoração: 4 de março. 

Estêvão I - 12 de maio de 254 - 2 de agosto de 257. 

Estêvão é mais conhecido pela disputa teologicamente importante com Cipriano, bispo de Cartago, sobre os batizados por hereges e cismáticos tinham ou não de ser batizados ao entrarem na Igreja Católica ou a ela retornarem. 

Sisto II - grego, 30 de agosto de 257 - 6 de agosto de 258. 

Este papa é um dos mártires mais venerados da Igreja. Em 6 de agosto, enquanto ele estava sentado na cátedra episcopal pregando à congregação numa cerimônia litúrgica no cemitério particular, forças imperiais do imperador Valeriano entraram e decapitaram o papa e quatro diáconos no mesmo momento, outros dois diáconos foram executados mais tarde. S. Lourenço foi executado sete dias depois. O biógrafo de Cipriano também dá crédito ao papa Sisto II, descrevendo-o como "sacerdote e amante da paz".  O nome de Sisto II foi incluído na oração eucarística, ou cânon da missa, entre os dos papas Clemente e Cornélio. 

Dinis, 22 de julho de 260 - 26 de dezembro de 268

Dinis foi um dos papas mais importantes do século II, devido às atividades organizacionais e caridosas e ao esclarecimento da doutrina da Trindade. Sua eleição para papa atrasou-se quase dois anos por causa da severa perseguição dos cristãos pelo imperador Valeriano, que incluiu a execução de muitos presbíteros. Durante esse período, a Igreja romana foi governada pelos presbíteros restantes. A próxima eleição foi feita após a morte de Valeriano. Dinis restaurou a ordem da Igreja, atribuindo a diversos presbíteros e paróquias a responsabilidades pelas comunidades de culto e pelos cemitérios e estabeleceu novas unidades administrativas. Dinis era também conhecido como Dionísio de Roma. Em 260 o papa Dinis convocou um sínodo em Roma que condenou essas opiniões e estabeleceu o ensinamento cristológico tradicional da Igreja, mas está unido ao Deus de todos de maneira tal que a Trindade "divina e a sagrada doutrina da unicidade são preservadas em sua integridade". 

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